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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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As alterações climáticas e novas doenças em Portugal

Mäyjo, 13.05.20

Devido às alterações climáticas, os mosquitos que transmitem dengue, zika e febre amarela podem trazer estas doenças para Portugal, pois podem disseminar-se, dentro de uma década, pelo sul da Europa, onde se incluiu o nosso País.

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Esta é a conclusão de um estudo universitário do Imperial College London e da Universidade de Telavive, publicado a 1 de maio na revista científica “Nature Communications”.

De acordo com os resultados, entre 1950 e 2000, o mundo tornou-se 1,5 por cento (a cada década) mais apropriado ao desenvolvimento destes mosquitos. Prevê-se que esta tendência aumente para 3,2 a 4,4 por cento, por década, até 2050. 

7fdb876fc28cbff81ac99253d490eba3.pngAs previsões

Isto sucede por causa do aumento da temperatura e da mudança dos padrões de precipitação, que fazem aumentar as áreas em que os mosquitos da espécie “Aedes aegypti” podem viver. Nesses sítios inclui-se Portugal, Espanha, Grécia ou Turquia, além de países como China e Estados Unidos da América.

Kris Murray, do Instituto Grantham — Alterações Climáticas e Meio Ambiente, do Imperial College, explica que “este trabalho ajuda a revelar os possíveis custos, a longo prazo, de não reduzirmos agora as emissões de gases com efeito de estufa”.

De acordo com o investigador, os resultados do estudo mostram especificamente que os mosquitos já beneficiaram das recentes alterações climáticas, sentidas em todo o mundo, e que estão a aumentar o seu raio de ação – que só vai desacelerar caso haja diminuições significativas nas emissões de gases tóxicos. Os mosquitos em causa provocam outras doenças e estão já a aumentar o seu habitat e a provocar “surtos generalizados e repetidos”.

Sabes o que é o Permafrost?

Mäyjo, 27.04.20

Dá-se o nome de "Permafrost" ao tipo de solo que se encontra no Ártico, ou nas regiões mais setentrionais do globo.

É composto por terra, gelo e rochas permanentemente congelados (do inglês perma = permanente, e frost = congelado, ou seja: solo permanentemente congelado).

Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que, no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais, mas durante o verão derrete e fica apenas com 0,5 a 2 metros de espessura. O solo transforma-se numa superfície pantanosa, pois o solo congelado não consegue absorver a água.

Nestas regiões quase não há árvores, ou são muito raras, predomina a tundra.  

Além destas carcterísticas, estas regiões congelas encerram muitos vírus e bactérias no seu interior. Quando a temperatura sobe e o gelo derrete, por exemplo, devido ao aquecimento global, isso pode despertar vírus e bactérias que habitam nesses lugares inóspitos.

Assiste ao vídeo e fica a conhecer o que pode ser uma consequência do aquecimento global que ainda não é muito falada.


Vem comigo ver o que a ciência sabe até agora sobre esse assunto.

 

As alterações climáticas e a expansão de espécies invasoras de insetos

Mäyjo, 09.12.16

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Este post surge a propósito de um dos temas que os meus alunos andam a trabalhar num projeto de investigação: As alterações climáticas e a expansão de algumas espécies de insetos.

 

Franck Courchamp – CNRS e Université Paris-Sud-Orsay – participou conferência ‘Alterações Climáticas: por onde passa o futuro próximo?’, que teve lugar no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MNHNC) e trouxe à discussão uma das maiores ameaças que o aquecimento global representa para o futuro da economia global e das sociedades humanas: a expansão de espécies invasoras de insetos.

 

Com o aumento da mobilidade de pessoas e mercadorias por todo o mundo, tem disparado o número de espécies invasoras na Europa. O aumento da temperatura cria condições ideais para a proliferação destes insetos em regiões onde antes estes teriam dificuldade em sobreviver. Entre mais de 200 espécies invasoras que atualmente se encontram na Europa, a vespa asiática é a que se tem expandido com maior rapidez, pondo em causa as espécies de abelhas autóctones, essenciais à agricultura (80% das culturas requerem polinização animal).

Este fenómeno é exemplo das consequências que os insetos invasores podem ter para a biodiversidade, os ecossistemas, a produção de alimentos e a saúde humana.

Perante estes desafios, cientistas e audiência debateram a necessidade de criar uma verdadeira agenda social para as alterações climáticas, bem como outros aspetos cruciais para enfrentar este desafio global, entre eles melhorar a articulação entre os cientistas e a comunicação social.

 

A tecnologia, só por si, não será nunca suficiente para descarbonizar a economia. Há fatores determinantes, como o custo das tecnologias e a disponibilidade dos cidadãos para mudarem práticas e estilos de vida, ressalvou Júlia Seixas, lançando para o debate a falta de uma agenda social para as alterações climáticas em Portugal.

 

Fonte:https://ambienteterritoriosociedade-ics.org/2016/12/07/uma-agenda-social-para-as-alteracoes-climaticas-clima-expo-360-e-conferencia-no-muhnac/

Foto: http://www.apisantos.com/1/vespa_asiatica_chegou_a_portugal_e_nao_deixa_as_abelhas_sair_das_colmeias_1457071.html